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(memórias,
registos, apontamentos...)
Este pequeno Álbum
pretende ser, somente e nada mais, um repositório do pouco material fotográfico
disponível
sobre o percurso
musical de Francisco Gouveia e José António Neves,
juntamente com alguns
grandes amigos que os acompanharam durante cerca de quarenta anos dedicados à
música.
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1967 Francisco Gouveia adquiriu a sua primeira
guitarra neste ano. Comprada na Casa Duarte, no Porto, foi escolhida por um grande
amigo de seu pai, António Mafra que, na altura, fundou o grupo musical com o
seu nome (Conjunto António Mafra), um dos mais importantes grupos de música
popular portuguesa da época e que ainda constitui uma referência no género. Teria começado aqui o interesse que Francisco
Gouveia veio a demonstrar, anos mais tarde, pela etnografia musical
portuguesa? na foto: Francisco Gouveia, ao
centro, ladeado por dois grandes amigos: Daniel Medina (à esq.) e Mário
Barbosa (à dta). Este último viria a acompanhá-lo como baterista, em várias
bandas Rock dos anos setenta. 1969
Banda de subúrbio do Grande Porto, “O Tijolo”
foi um grupo de rock que nasceu nos fins dos anos sessenta tendo, na altura adquirido
alguma notoriedade. Pioneiros do rock na cidade, fizeram parte da sua
primeira formação (da esquerda p/ direita): Alberto Jorge Piedade, José
Rosinhas, Manuel José, Sérgio Castro, Francisco Gouveia, Gaspar Almeida) |
1972

Aqui uma das suas formações
(da esquerda p/ direita): Francisco Gouveia (na altura teclista),
Manuel José (guitarra),
Adão Santos (baixo) e Mário Barbosa (bateria).
1973

O mesmo grupo, com a
mesma formação, com excepção do baterista (Sérgio Castro) que,
estando na origem do
grupo, mais tarde partiu para outras aventuras (Psico, Arte e Ofício
e, mais tarde, o ainda
vivo projecto dos Trabalhadores do Comércio).
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1973 Da esquerda p/ direita: Adão Santos (baixista) Mário Barbosa (baterista) Manuel José (guitarra) Francisco Gouveia (guitarra e teclas) |
1974 a 1978

Francisco Gouveia viria,
ainda durante a década de setenta
e parte da de oitenta, a
integrar, já como guitarrista, vários grupos de rock do Porto.
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Na
década de 80, outro grupo de subúrbio, PSALITAE, de Gondomar, com alguns
elementos dos grupos anteriores: Manuel José no baixo, Francisco Gouveia na
guitarra, Beto na bateria, Jorge Morais (voz e flauta), Daniel nas teclas. |
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Os anos oitenta marcaram
uma viragem no percurso musical de Francisco Gouveia.
Foi a hora de se dedicar
ao ensino musical. Cultor da guitarra clássica, foi professor em várias escolas
do Porto,
tendo sido o primeiro
professor de guitarra clássica na Escola de Música da Ala Nun’ Álvares de
Gondomar,
onde leccionou também
educação musical. Fundou, com todos os alunos do curso sem excepção,
independentemente do
nível melhor ou pior de execução, a primeira Orquestra de Guitarras Clássicas
do país,
utilizando uma
metodologia de integração em grupo que fez escola.
A Orquestra atingiu alguma
notoriedade por essa altura, tendo-se exibido em vários palcos nacionais.
Mais tarde, os alicerces
deste Método deram os seus frutos e as orquestras deste tipo
multiplicaram-se um
pouco por todas as escolas onde se leccionava educação musical específica para
um dado instrumento.
José António Neves, com
quem já compartilhava há alguns anos, o estudo e divulgação musical,
acompanha-o nesta aventura.
É assim que nasce uma
parceria que haveria de se cimentar nos anos seguintes, até hoje.
1980

A Orquestra de Guitarras
da Ala Nun´Álvares, com Francisco Gouveia integrando o grupo e, na foto da
direita,
regendo a Orquestra com
José António Neves (1º da esquerda) como primeiro guitarra da mesma.

Dueto de Guitarras
Clássicas (José António Neves e Francisco Gouveia)
Alguns apontamentos sobre o percurso musical
de:
JOSÉ ANTÓNIO
NEVES
Músico e professor
1980 – Dirigindo a Orquestra da Escola Caius Music no Porto
1996 – Regendo a
Tuna “a Voz do Campo “ no IPJ de Vila Real

1998 – Cantares de Janeiras nos Claustros da C.M. de Vila Real
1998 – Recital em
Pomarelhos
(Inauguração da sede da Tuna “A Voz do Campo”,
da qual José António Neves foi o principal fundador
e
impulsionador, criando, numa pequena aldeia do interior,
um grupo musical com escola, orquestra e coro,
formado por jovens da própria
povoação,
e onde leccionou todos os instrumentos que o grupo executa)

1981 – Dirigindo a Orquestra de Guitarras
da Caius Music – Porto
(Esta
Orquestra foi criada por José António Neves
com estudantes do curso de guitarra clássica,
instrumento que, na
época, lá leccionava,
juntamente com a iniciação musical)

1987- Acompanhando
o coro do Colégio Cedros – V. N. Gaia

1997 – Aula na
Escola Nadir Afonso, em Chaves
(Uma das muitas escolas do interior onde ensina música)

2000 – Concerto
de Natal
(Escola Monsenhor
Jerónimo Amaral , Vila Real)

2001 – Concerto de Final de Ano
(Escola
Monsenhor Jerónimo Amaral , Vila Real)

1997 – Concerto da Tuna “A Voz do Campo)
(Auditório de Macedo de Cavaleiros)

1998 – Dirigindo o Coro da Igreja Matriz de
Torgueda
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A
CULTURA POPULAR COMO
FACTOR DE DESENVOLVIMENTO
LOCAL José António Neves publicou em 2001 a sua
tese de mestrado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), versando a temática da Cultura Popular e a sua importância no desenvolvimento local e regional. A obra, que já foi alvo de diversas edições, constitui um fundamental ponto de partida para as acções no terreno e para um melhor entendimento do fenómeno musical popular como potencial vector para o aproveitamento das sinergias adormecidas no interior do país. |
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Alguns Recitais de Guitarra Clássica por José António Neves |
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1981 |
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Ateneu Comercial do Porto |
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1982 |
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Teatro Carlos Alberto - Porto |
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1984 |
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Comemorações dos
500 anos dos Descobrimentos Porto |
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1992 |
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Colégio Luso –
Francês Porto |
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1988

Com Francisco Gouveia já
dedicado à Guitarra Portuguesa, no recital de apresentação do álbum,
“Uma Guitarra sobre o
Rio”, obra instrumental para guitarra portuguesa
escrita e interpretada
por Francisco Gouveia, acompanhado por José António Neves (Guitarra Clássica).
1989
Na RTP, em recital de
divulgação do álbum: “Uma guitarra sobre o rio”



1990

Recital de Natal no
Colégio Luso-Francês, no Porto, com Francisco Gouveia (guitarra portuguesa),
José António Neves (guitarra
clássica) e Nuno Alexandre (baixo).
Este último viria, meses
mais tarde, a integrar a primeira formação dos Bandemónio,
grupo de apoio de Pedro
Abrunhosa
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1992 Francisco Gouveia (guitarra) integrando uma “tocata”
na oficia de Domingos Martins Machado, em Tebosa, com Luís Lima (viola), Dr.
Luís Vasconcelos Silva (cavaquinho) e Manuel Gonçalves (braguesa). A reunião de músicos na oficina do artesão era
usual (e continua a ser). |
2005

O Auditório do Conservatório
de Música de Vila Real é um dos mais modernos do país.
Aqui, num recital em
2005, Francisco Gouveia e José António Neves puseram à prova
a qualidade sonora dos
cordofones portugueses.
O cavaquinho, a braguesa, a requinta, a
toeira, encheram de som um palco
até então habituado a
instrumentos “nobres”, como o violino, o piano, o violoncelo, etc.
2006

Recital na Régua

Francisco Gouveia junto
da sua colecção de cordofones e nos Estúdios da Soul-Sound em Cardiff.
2007

José António Neves à Viola e Francisco Gouveia no Cavaquinho,
ensaiando, no ambiente
natural da oficina de Domingos Martins Machado
e Alfredo Machado, um
“malhão”.
UM RECITAL
DE CORDOFONES PORTUGUESES
(2008)
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Os
instrumentos em palco |
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Os bastidores, o aquecimento, a espera... |
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O recital....
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Final do recital com uma visita inesperada: Ângelo Minhava, um
dos maiores musicólogos portugueses do século XX, que teceu algumas palavras
sobre o trabalho a que acabara de assistir. |
UMA TARDE EM ESTÚDIO (2007)


(continua)